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AUGE Me chega na forma de vozes, palavras velozes, agudos de aves, me chega com anos de atrasos e planos, me chega nos ecos, palácios perdidos, nuvens, zumbidos, subterrâneos. Chega de evasivas, chega de frases vazias Chega de ver fantasmas ao meio-dia. Chega de carnaval, chega de fantasia, chega de fazer de conta que Atlântida existia. Chega. Tudo chega. Chega o auge. O que eu sou me chega. p. leminski |
(originalmente em Elekistão, na Folha de S. Paulo 01/03/13)
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